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Brincadeira na web convence fabricante a trazer Ferrorama de volta
 

Fãs se mobilizaram em redes sociais na internet

Em pleno 2010, redes sociais na internet revisitam a infância dos anos 1970 e repõem o Ferrorama nos trilhos. A partir de agosto, a locomotiva com os vagões acoplados dará sua volta rumo às prateleiras das lojas de brinquedos.

A promessa é da fabricante Estrela, depois que fãs do trenzinho concluíram o desafio de ...

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Este é o principal objetivo da Política de Desenvolvimento Produtivo elaborada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), a ser entregue ao Governo Federal nas próximas semanas. Entre compromissos, o setor prevê investir R$ 100 milhões nos próximos cinco anos, produzir 20 mil empregos e incluir no mercado 20 milhões de crianças que não tem acesso ao brinquedo.

A Política de Desenvolvimento Produtivo desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) tem por objetivo posicionar o Brasil como principal fornecedor de brinquedos para a América Latina dentro de cinco anos, no posto hoje ocupado pela China.

A estratégia apóia-se na perda de competitividade da indústria chinesa de brinquedos em virtude de uma série de medidas tomadas naquele país, como o recente fechamento de mais de duas mil fábricas, a imposição da obediência a leis trabalhistas internacionais e a exigência de programas de certificação por parte dos Estados Unidos e países europeus – além, é claro, dos recentes recalls, que prejudicaram bastante a imagem dos brinquedos fabricados naquele país.

“O plano, a ser apresentado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estabelece um investimento de R$ 100 milhões para que sejam alcançadas metas bastante específicas, com prestação de contas periódica aos órgãos ligados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI)”, explica Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, que relaciona os itens:

  1. Modernização do parque fabril pela substituição de processos, plantas e linhas que se encontram próximos à exaustão;
  2. Treinamento e capacitação de 1.000 funcionários nas várias funções do sistema produtivo do brinquedo por meio de convênios com o sindicato de trabalhadores, SENAI e Sebrae Nacional;
  3. Organização de missões de negócios de grupos brasileiros a países do Mercosul e demais vizinhos dependentes de produtos chineses;
  4. Produção de 20 milhões de empregos;
  5. Redução de 5% no preço do brinquedo em termos reais;
  6. Consolidação do brinquedo como principal alternativa para o entretenimento das crianças, recuperando o espaço perdido para os celulares, TV por assinatura, videogames e a pesada agenda infantil de cursos e outros compromissos;
  7. Expansão e consolidação do brinquedo como instrumento de alfabetização nas escolas de ensino fundamental do País por meio de convênios com as 27 secretarias estaduais de Educação e as secretarias de Educação dos 100 maiores municípios brasileiros para introduzirem na parte livre dos currículos o uso do brinquedo;
  8. Produção de material educativo sobre o uso do brinquedo a ser distribuído para pelo menos 50 mil escolas de ensino fundamental, além de uma versão na Internet;
  9. Viabilizar a comercialização de brinquedos em todas as cidades do País;
  10. Garantia de 1,2 mil lançamentos de novidades por ano;
  11. Aumento da variedade da frota disponível de 4.500 para 5.000 brinquedos diferentes;

Como resultado direto destas ações, a Política de Desenvolvimento Produtivo do setor prevê a inclusão no mercado, até 2014, de um contingente de 20 milhões de crianças que hoje não têm acesso ao brinquedo.

O plano especifica, em contrapartida aos compromissos assumidos pela indústria, que o poder público se responsabilize por remover uma série de entraves ao crescimento e modernização do setor.

Entre estes entraves, estão: a alta carga tributária sobre o produto e a mão-de-obra; a alíquota de importação e a dificuldade de desembaraço aduaneiro de partes, peças e componentes essenciais para o processo produtivo e as altas taxas cobradas pelos portos brasileiros; o subfaturamento nas exportações de brinquedos – que em 2003 chegou a US$ 3,10 por quilo, contra uma média internacional de US$ 10/Kg; a falta de linhas de crédito no BNDES que respeitem a sazonalidade do setor – 70% do faturamento anual concentra-se no Dia das Crianças e Natal; o prazo de recolhimento de tributos federais e estaduais; a onerosa certificação dos produtos; e os crescentes pleitos dos sindicatos de trabalhadores.

Além destes, a Abrinq identifica como “gargalos” para o desenvolvimento do setor a rápida obsolescência de suas máquinas e equipamentos; a concentração do varejo em 15 grandes cadeias de lojas responsáveis por quase 70% da comercialização nacional de brinquedos; a pouca difusão do direito de brincar na sociedade; a baixa qualificação da mão-de-obra; a dependência do licenciamento de personagens estrangeiros; o envelhecimento da capacidade laboratorial instalada no País; e o oligopólio no fornecimento de matérias-primas, notadamente o plástico e resinas.

Muitos destes entraves serão removidos a partir do compromisso da iniciativa privada e do poder público com a Política de Desenvolvimento Produtivo proposta pela Abrinq em nome de toda a cadeia produtiva do brinquedo.

“Além dos benefícios diretos à sociedade, o cumprimento das metas estabelecidas no plano e a consequente promoção do Brasil a líder no fornecimento de brinquedos para a América Latina tendem a inverter a balança comercial do setor, historicamente negativa. Em 2008, por exemplo, o País importou US$ 294,6 milhões (FOB) em brinquedos contra exportações de US$ 11,5 milhões”, conclui Synésio Batista da Costa.